Arte contemporânea em Moçambique por Alda Costa

Com o título ” Jorge Dias: olhar o passado de soslaio, abraçar avidamente o presente” Alda Costa escreveu no Buala em 2010.

A coerência entre a análise do Presente e a construção da vontade de futuro são planos gnoseológicos diferentes, afirma Boaventura de Sousa Santos em “Pela Mão de Alice” (Santos, 2013,53). A arte é talvez um campo gnoseológico onde isso talvez não se verifique. Santos afirma essa contradição com base na tensão que se verifica entre a ciência e a utopia, a propósito da teoria marxista. Uma teoria que parte da ciência económica (pensamento científic) e procura  construir uma utopia com base em convicções éticas (pensamento utópico): De justiça e emancipação social.

É certo que esse marxismo, hoje já fora de moda, fazia com que a classe operária, explorada e espoliada pelo sistema económico capitalista era apontada (desejada) como aquela que corporizava a vontade de mudança.  A vontade de transformação apontada como um necessidade. Escrevia Santos a propósito da necessidade duma direcção da Transformação Social. A questão da direcção da transformação ainda será atual, e Santos desenvolve esse pensamento. Aqui interessa-nos apenas pensar a questão a partir da metáfora de Walter Benajam na sua IX tese sobre a História, onde a partir do quadro do Angelus Novus de Klee, interroga o passado e olha para o futuro.

Não será por acaso que a metáfora é ilustrada pela arte. A estética permite esse dialogos em diferentes planos.  Deixamos a discussão dessa metáfora para outro local e vejamos o que escreve Alda Costa.

 

Felizmente, os artistas são imprevisíveis, e à medida que atravessam e circulam pelos múltiplos e plurais territórios da cultura, apropriam-se do que querem apropriar-se e trocam o que querem trocar…                                                         Orlando Britto Jinorio1

 

Jorge Dias é um dos membros fundadores do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique. O seu trabalho não se define por um medium específico; caracteriza-se, sim, pela heterogeneidade,integra pintura, escultura, vídeo, instalação, objectos. Interroga o conceito de obra de arte, tal como o fizeram já vários artistas, reflecte sobre problemáticas que dizem respeito a todos os seres humanos do planeta, mas também sobre a sua realidade mais próxima. O trabalho deste artista torna necessária outra maneira de pensar sobre a arte que considera não apenas o labor, a habilidade ou a técnica, mas reconhece a importância da ideia que lhe é subjacente. Para além da contestação dos que continuam a pensar e a olhar a arte com ‘outros olhos’, fazem-se, às vezes, sobre o trabalho de Jorge Dias, e de outros artistas do nosso tempo, comentários do tipo: “Isto é arte europeia, arte ocidental, não tem nada de africano ou de asiático ou de latino-americano”. No caso de Jorge Dias, este tipo de comentários, feitos por africanos2 e não-africanos, têm por base uma noção de ‘africanidade’ essencial(ista) que deixa de lado a coexistência e o confronto de realidades diferentes e a criação permanente de novas formas de relações culturais. Esta perspectiva, a que se associa outra, a de ‘autenticidade’, foi já objecto de acesos debates e discussões. Tem vindo a ser contrariada por muitas vozes críticas mas encontra, todos os dias, alimento em discursos e narrativas dominantes que tendem a simplificar e a homogeneizar a(s) realidade(s) complexa (s) e a esquecer a liberdade de criação. Jorge Dias já se confrontou, diversas vezes, com estes comentários. Fora de Moçambique o seu trabalho já foi considerado ‘muito africano’, em Moçambique como ‘não tendo nada a ver com africano’. Para si, são apenas julgamentos superficiais. Acredita que as suas origens culturais plurais, as suas experiências e formação vão estruturando a sua forma de pensar, o seu trabalho e a sua procura e não está preocupado em ‘parecer mais ou parecer menos’3.

 

Este texto visa fornecer elementos para ajudar a pensar e a interpretar a arte praticada pelo artista Jorge Dias e a maneira como tem vindo a construir o seu trabalho e a sua relação com o mundo. Artista de uma geração que intervém num contexto pós-colonial, cresceu nos primeiros anos de construção da nação Moçambique, viu cair muitas das barreiras experimentadas pelos seus antecessores, conheceu mais oportunidades, experimentou o mundo e a sua pluralidade. Ao contrário de outros artistas, de gerações anteriores, beneficiou de um novo ambiente para a arte, de um crescente interesse pela África contemporânea, do espaço aberto por artistas, críticos e curadores, de mais possibilidades de internacionalização e maior visibilidade. O seu trabalho, que abraça várias disciplinas, realiza-se num contexto de mudança de paradigmas, expressa livremente as suas aspirações e inspira-nos para reflectir, sentir e entender as complexidades do processo artístico.

Jorge Dias, 'Caixas. Actividade Sistemática'Jorge Dias, ‘Caixas. Actividade Sistemática’

Os anos de formação

Nascido em 1972, Jorge Dias graduou-se em cerâmica na Escola de Artes Visuais4, onde ainda hoje é professor, e muito cedo associou o seu trabalho de jovem docente à vontade de ser artista. Nesse início da década de 90, já depois de ter exposto algumas vezes com outros jovens artistas, queria ser ‘um grande pintor’5 e estava disposto a trabalhar para isso. Buscava inspiração no ambiente artístico em mudança que se vivia, nesses anos, em Maputo, nos artistas que se afirmavam ou intervinham localmente, nos jovens que regressavam ao país acabada a formação superior em arte e que estavam desejosos de marcar a diferença. Naguib e Fátima Fernandes foram referências importantes, mas Jorge Dias reivindica também a influência de Eugénio Lemos que, como refere, ‘fugia muito dos cânones estéticos da pintura moçambicana’ ao privilegiar a cor e a estruturação de limites e formas no espaço6. O Núcleo de Arte, que fora um centro artístico importante, também vivia momentos de mudança. Procurava reanimar-se, depois de um período em que buscava, mais uma vez, a sua vocação e lugar. Opondo-se à visão hegemónica reinante nos anos 80 uma nova geração de artistas, mais ou menos conscientemente, tentava alguma descontinuidade, sair do isolamento, virar as costas à “armadilha da avaliação ‘da arte africana’ como exótica”7. Virar as costas a outras armadilhas, as que “tolhiam a criatividade dos artistas”, questionar pensamentos e acções, “descobrir” o novo, o até aí desconhecido continuou a ser o objectivo de outros encontros de artistas8 que então aconteceram. Foi neste contexto que Jorge Dias começou a expor e chegou mesmo a abrir, com outro jovem que também queria ser artista, Habulen, uma galeria de arte, a Kindlimuka no recém-modernizado Centro Comercial da Interfranca. A procura de espaço e de afirmação por parte de uma nova geração de artistas marcou fortemente esses anos de muitas mudanças, a diversos níveis. A Bienal TDM, a Descoberta da Casa de Cultura do Alto-Maé, a Anual do Museu Nacional de Arte e as novas galerias que surgiam ofereciam variadas oportunidades, principalmente para muitos dos jovens estudantes e graduados da única escola de artes visuais existente em Maputo. Jorge Dias não fugiu à regra. A pintura suplantava a cerâmica, sua área principal de formação. O tratamento da forma, da cor e da matéria amadurecia. Aos azuis seguiram-se os verdes e ‘a entrada numa gestualidade de largos movimentos curvilíneos’9. O trabalho apresentado na exposição anual MUSART/TDM’97, Os três caminhos que procuro, pode bem simbolizar e sintetizar o período anterior à sua ida para o Brasil onde estudou e se graduou em escultura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, em 2002.

Que caminhos procurava Jorge Dias? A experiência de formação no Brasil, a partir dos últimos anos da década de 90, seria marcante para o seu percurso como artista. Marcaram-no vários artistas, as propostas que apresentavam, a sua maneira de pensar livre e ousada. O que restava do seu antigo desejo, nascido em Moçambique, de querer ser ‘um grande pintor’? Alguns anos volvidos, já não era tão fácil dizer o que era uma pintura ou o que esta podia incluir e o curso de escultura alargara a sua noção de arte abrindo novos territórios para explorar. A redefinição do conceito de arte e de obra de arte que se vinha fazendo há décadas passara praticamente ao lado da formação que fizera em Moçambique. Agora já não era tão fácil dizer o que era ser um artista. Numa realidade fragmentada e sem mais certezas, o artista fugia às definições das categorias estéticas, ‘exibindo com júbilo a sua liberdade’, como escreveu Pradel. O trabalho com as tintas e com o barro deu lugar ao trabalho com outros materiais. Ainda em 2002, Jorge Dias mostrou, no Salão Principal do Campus Avançado em Niterói, a exposição Sistemas e Conexões, resultado do seu projecto de fim do curso. Forma, material, luz e espaço associados produziam trabalhos que continuariam a ser retomados e a dar origem a novas propostas, num processo de transformação e construção permanentes. O plástico e o tecido eram a base de Casulos, Sistemas e Conexões e Linha Contínua. Iniciava-se uma série de trabalhos que, após o seu regresso a Moçambique, iria ser continuada e diversificada em múltiplos caminhos.

Jorge Dias, 'Casulos'Jorge Dias, ‘Casulos’

Os vários papéis: a curadoria, a escrita e a prática da arte

O ambiente artístico em Maputo onde se reintegrava, apresentava, mais uma vez, sinais de mudança. Uma outra geração de artistas voltava a questionar o “pouco desenvolvido sistema artístico existente em Moçambique” que não encorajava a vontade de ser diferente de muitos artistas nem a sua participação nos principais eventos africanos e internacionais que tinham lugar10. Ao lado das ‘tradicionais’ criações artísticas que se praticavam, estes artistas incentivavam a utilização de novas linguagens, técnicas, materiais e atitudes associadas à arte contemporânea. Com outros jovens artistas de formação, experiências e anseios diversos foi fundador do Movimento de Arte Contemporânea, MUVART como também é conhecido11.

Os Casulos que iniciara no Brasil, desta vez feitos com jornais, cordas de sisal e integrando mesmo um par de sapatos, voltaram a ser mostrados a partir de 2003 em vários espaços, interiores e exteriores, do jardim ainda em ‘bruto’ do Museu Nacional de Arte, a uma das salas da fortaleza ou mesmo ao espaço de exposições do Centro Cultural Franco Moçambicano, veiculando a ideia de transformação permanente do ser humano e da sociedade e propondo diferentes diálogos com o público, conforme o espaço de exposição. Obra em aberto, como a entende Jorge Dias, os Casuloscontinuam em transformação, integram novos materiais e objectos, têm sido exibidos em vários contextos e deram já lugar a Neocasulos.

A divulgação do seu trabalho e do dos outros artistas do MUVART, a partir das exposições realizadas em Maputo, abriu portas em outras latitudes e granjeou apoios, de perto e de longe. A participação na Arte Lisboa-Feira de Arte Contemporânea, em 2004, foi uma das primeiras oportunidades. Beneficiando da estratégia de internacionalização da feira que passava pela divulgação da arte contemporânea produzida nos países falantes de português, o MUVART e os seus membros mais activos começaram a ser conhecidos junto dos circuitos da arte contemporânea. Seguiram-se diversos convites, em Portugal, Espanha, Itália, regista-se interesse por parte de várias galerias. Com o Brasil também se estreitaram os laços. Dar continuidade a este relacionamento vem sendo um objectivo para estes artistas uma vez que consideram importante esse espaço de afirmação. Jorge Dias tem participado, ora como artista, ora como curador, como aconteceu, por exemplo, na ARCO2006 em Madrid.

O papel de curador que Jorge Dias começou por desempenhar no seio do Movimento logo nas suas primeiras apresentações depressa se tornou uma faceta importante do seu dia-a-dia. O interesse pela teoria, as aulas que começou a dar no ensino superior e a vontade de desenvolver o trabalho de curadoria em Moçambique tiveram a sua quota-parte de responsabilidade nesta escolha. A sua experiência com a galeria Kindlimuka, enquanto existiu, também foi importante. Foi nessa época que, como disse Jorge Dias, estreitou o seu relacionamento com artistas, escolhendo trabalhos para expôr, seleccionando trabalhos para vender. Hoje em dia acompanha artistas da sua geração, motiva alunos e ex-alunos, envolve-se e está atento ao que acontece no meio artístico que o rodeia. Ocupa o lugar de curador no Museu Nacional de Arte, já há vários anos criado12, mas não é aí que realiza a maior parte dos seus projectos. Estes surgem, em geral, no âmbito do MUVART e suas actividades, às vezes por convite (ainda são muito poucos os que consideram necessário o trabalho de um curador e são frequentes as vezes que se pergunta o que é um curador) ou por iniciativa dos próprios artistas como foi, por exemplo, o caso do artista Famós que apresentou recentemente a sua primeira exposição individual. O contacto próximo e a gratificante relação que se estabeleceu entre os dois, artista e artista-curador, durante cerca de um ano, foi visível na exposição apresentada e reconhecida por ambos na conversa final de encerramento da mesma13.

Jorge Dias, 'Neocasulo'Jorge Dias, ‘Neocasulo’

Escrever sobre a produção dos artistas doMUVART, escrever regularmente14 sobre artes visuais, as artes e sua transversalidade, o ensino artístico ou a legitimação das artes, escrever sobre os artistas que acompanha ou sobre o seu trabalho de curadoria é outra faceta do trabalho deste artista. Tal acontece num contexto novo em que há uma descontinuidade no ‘incipiente’ sistema artístico local. Os principais comentadores deixaram, por várias razões15, de fazer sentir a sua influência, abrindo-se espaço para outros intervenientes e novas abordagens. Daí a importância da sua escrita, porque alarga o número dos que escrevem sobre arte em Moçambique e porque, diz Jorge Dias, ‘o artista deve ser o primeiro a trazer contributos teóricos e conceptuais sobre o seu trabalho’.

Como artista, o trabalho de Jorge Dias continua a desenvolver-se em múltiplas direcções. O período em que, após o seu regresso, esteve à frente da oficina de cerâmica na escola de artes visuais foi caracterizado por uma ruptura no trabalho até aí realizado, provocando interessantes respostas por parte de alunos e mesmo outros professores. O trabalho que realizou como artista nesse período reflecte o ambiente vivido. Inicia uma ‘fase pós-casulos’ em que observa atentamente e comenta a realidade em que vive. A cerâmica é utilizada para revestir bolas ou caixas de cartão de várias dimensões, que integra posteriormente nas suas instalações. Estas instalações sugerem o envolvimento do observador que é convidado a tomar parte, movimentando-as e reagrupando-as a seu gosto. Ainda com recurso à cerâmica preenche enormes plataformas, como aconteceu nos trabalhos já apresentados em Maputo e em Lagos (Portugal), em 2005. Imagens da Plataforma Espiritual16 e de outros trabalhos deste artista estão incluídas num livro recentemente publicado sobre os artistas e a produção artística africana mais recente. Se as caixas de Jorge Dias são revestidas, para além de grãos de cerâmica, com papel, tecido ou fita adesiva, as bolas são também revestidas de pedaços de azulejo, de animais-miniatura de plástico ou feitos, manualmente, a partir de arame e fio colorido (lagartos, moscas e baratas), dispostas no chão ou suspensas com fios de sisal (‘as coisas suspensas’). Os mesmos animais ou outros objectos como as casas miniatura em madeira revestem também as ‘tradicionais’ peneiras, um objecto da cultura material local, em alguns dos seus trabalhos. Num processo acumulativo, o seu trabalho evolui, desenvolvendo-se a partir do anterior que se constitui como referência.

Ao criar novos objectos com objectos já existentes recorrendo a associações, o artista procura, como diz, novas formas de comunicação. A apropriação que Jorge Dias faz destes objectos-miniatura e os trabalhos que cria e recria a partir deles aproxima-o de Nelson Leirner (n.1932), artista brasileiro, ao lado de quem foi convidado a expôr (Zoologia dos Trópicos era o nome da exposição) em Lagos. Um dos trabalhos de Leirner que conheço, Terra à vista (A Primeira Missa), por exemplo, integra aproximadamente 2000 objectos, entre animais, brinquedos, figuras diversas. Um artista, entre outros, com quem Jorge Dias teve contacto durante a sua estadia no Brasil. As mesmas preocupações, o interesse pelo imaginário popular, o mesmo humor sustentam os trabalhos dos dois? Jorge Dias, na senda de Nelson Leirner, está interessado em cruzar ‘a cultura popular’ e ‘a cultura erudita’? Em fazer um trabalho híbrido? O que representam os lagartos, as moscas e as baratas que Jorge Dias integra nos seus trabalhos? Dão vida aos seus comentários sobre a sociedade em que se insere? E as ratazanas feitas com pasta de papel que integraram a sua instalação Praga mostrada em 2007? As ratazanas darão, brevemente, lugar a moscas numa nova instalação que o artista prepara. Uma outra série, Trabalhos Antigos Novos Projectos, foi apresentada na sua individual Zoologia dos Fluxos realizada em Maputo em 2007. Os animais-miniatura ou fotografias que deles fez, imprimiu e recortou, foram colados em trabalhos de pintura sobre papel que fez, já há algum tempo, e transformou, recortando e colando, criando assim novos trabalhos. As rendas feitas à mão, tão ‘populares’, são também apropriadas pelo artista e a elas são colados os mesmos animais. Actualmente é sobre os seus trabalhos anteriores, sobre imagens desses trabalhos, em diversos suportes, sobre recortes que continua a trabalhar, a procurar relações com o que já fez. Trabalha, como diz, sobre as ‘suas referências’. Entretanto, pensa na sua próxima individual em Moçambique e já tem um novo projecto em construção17 agendado com a Casa África, numa ilha, no arquipélago das Canárias, num outro oceano que não o Índico.

  • 1.(2003) Identity and freedom: Notes on experiences. In A Fiction of Authenticity: Contemporary Africa Abroad (pp.71-7). St Louis: Contemporary Art Museum. A tradução é da minha responsabilidade (A.Costa).
  • 2.Comentários deste tipo foram feitos muito recentemente, por ocasião de uma conversa havida no Museu Nacional de Arte, em Maputo, a propósito da exposição de trabalhos seleccionados no contexto da Bienal TDM’09. Os comentários referiam-se ao trabalho de vários artistas presentes e/ou premiados. A este propósito veja-se também o que escreveu Fernando Gonçalves na Tribuna do Editor, Savana, 20 de Novembro de 2009, p.10, a propósito de jornalismo africano ou jornalismo em África.
  • 3.Entrevista realizada a Jorge Dias no site www.artecapital.net
  • 4.A Escola de Artes Visuais começou a funcionar em 1983, em Maputo.
  • 5.Tempo, 22 de Maio de 1994.
  • 6.Entrevista à ARTECAPITAL já referida
  • 7.Desdobrável do ‘Workshop’ de Arte, Maputo, Março.Abril de 1991.
  • 8.Por exemplo, o Ujamaa Workshop, Pemba/Maputo, 1991. Ver o desdobrável produzido.
  • 9.Domingo, 29 de Maio de 1994.
  • 10.Manifesto do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique, Maputo, 2003.
  • 11.Ver Costa, A. (2004) Txovando a Arte Contemporânea. In Catálogo da Expo-Arte Contemporânea (pp.4-8). Maputo.
  • 12.A figura.ocupação de curador foi proposta quando, ainda nos anos 80, se definiu o qualificador profissional para os museus. Foi resultado da necessidade de tal figura nos museus de Moçambique, da influência da bibliografia em língua inglesa e do relacionamento com os museus dos países, maioritariamente falantes de Inglês, da região austral de África onde Moçambique está integrado.
  • 13.Conversa havida na galeria do Instituto Camões com a presença do artista e do curador, Maputo, 13 de Novembro de 2009.
  • 14.Entre 2006 e 2007 Jorge Dias escreveu regularmente sobre artes visuais no, já desaparecido, Jornal Meianoite.
  • 15.A morte de Júlio Navarro, figura ‘militante’ das artes que durante muitos anos exerceu múltiplos papéis no sistema artístico, e de Augusto Cabral, a ‘desistência’ de alguns jornalistas como, por exemplo, Paulo Sérgio, o desaparecimento de revistas ou jornais e.ou espaços em jornais são algumas delas. O artista Malangatana continua a exercer este papel num espaço que se vem afirmando: Kulungwana, Associação para o Desenvolvimento Cultural.
  • 16.Spring, C., (2008) Angaza Africa: African Art Now. Cape Town: Francolin Publishers.
  • 17.Nome de um trabalho, Em Construção, já mostrado em 2005, que vem desenvolvendo com embalagens plásticas de cola vazias e onde o sinal de trabalhos em curso nele integrado simboliza a maneira como o artista encara o seu trabalho.

por Alda Costa

Alda Costa.

Pemba, Moçambique (1953). Trabalhou como museóloga no Departamento de Museus do Ministério da Cultura, que chefiou entre 1986 e 2001, e com o qual mantém, até ao presente, colaboração. Foi Presidente da Comissão Instaladora do Instituto Superior de Artes e Cultura (2007-09). É actualmente Directora de Cultura da Universidade Eduardo Mondlane em Maputo. A sua formação académica foi feita em História (1976) e Museologia tendo concluído (2005/2006) o Doutoramento em História da Arte com uma tese sobre arte moderna e contemporânea de Moçambique (c.1932-2004). A sua experiência profissional inclui ainda, entre outros domínios, o ensino e a planificação curricular. Entre as suas publicações contam-se manuais didácticos sobre história e ensino de história, artigos, capítulos e textos sobre museus, museologia e arte em livros, catálogos de exposições e publicações especializadas.