Estamos atentas e participação cidadã

Nos últimos dias participei em dois eventos sobre participação e cidadania.

O primeiro, Portugal Participa, organizado pela InLoco e  CES em colaboração com a Câmara Municipal de Cascais e o Instituto de Inovação social. Ainda não tivemos tempo de coligir as notas dessa oficina neste diário, o que faremos em breve, pois suscitam-nos notas interesantes notas. Para quem tem  curiosidade pode ir ao portal que foi lançado nessa sessão aqui.

Hoje participamos numa outra iniciativa de apelo à participação cidadã. Esta sobre Uma nova narrativa para a Europa. Trata-se duma iniciativa da comissão europeia e Parlamento Europeus que em Portugal conta com o apoio do Centro de Informação Jacques Dellors e é animada pela associação Sete Pés.

Deixaremos para outra ocasião a questão dos princípios da nova narrativa proposta que propões discutir num evento a realizar no Porto a 23 de janeiro uma proposta sobre o ” NOVO RENASCIMENTO E NOVO COSMOPOLITISMO”

“A Europa precisa de uma mudança de paradigma para a sua sociedade – na realidade,
precisa de nada menos do que um “Novo Renascimento”, lê-se na Declaração do Comité
Cultural do Projeto Uma Nova Narrativa para a Europa. Ao evocar aquele período
europeu do séc. XV e XVI em que a sociedade, a arte e a ciência abalaram a ordem
estabelecida e criaram os fundamentos e a dinâmica para a atual era da Sociedade do
Conhecimento, os autores daquela Declaração reivindicam a necessidade de um novo
paradigma para a sociedade europeia do séc. XXI, assente num “Novo Renascimento”.
Precisa também de um novo cosmopolitismo para os seus cidadãos “que englobe
ambientes urbanos dinâmicos e criativos […]. As cidades europeias devem ser algo
mais do que centros urbanos. Devem procurar tornar-se capitais de cultura […].Porque
não começar a imaginar a Europa como uma enorme megalópode, interligada por
meios de transporte e de comunicação?”.
De que modo podemos reajustar as prioridades no quadro da entidade política que é a
Europa, à luz destes ideais que nos são propostos pelos autores daquela Declaração, um
“Novo Renascimento” e um “Novo Cosmopolitismo?

Neste evento em Lisboa trabalhamos sobre a metodologia do Europa Café.

A metodologia do Europa- Café é simples:

Como trabalho prévios preparam-se duas questões retiradas do texto “O corpo e a mente da Europa” um texto preparado por um conjunto de peritos por encomenda da Comissão e Parlamento. As questões, com enquadramento ou não são colocadas num cartão, e destinam-se a ser distribuídas pelos grupos de trabalho. No conjunto prepram-se duas a três questões para discutir.

Os grupos de trabalho, que deverão ter no máximo 25 a 30 participantes, reúnem-se numa sala em mesas de café, durante duas horas. O desafio a lançar para os participantes é de se dividirem em sub-grupos de 5 a 6 pessoas. Cada grupo debaterá uma das questões colocadas. durante cerca de 20 ‘.

No final do debate, os grupos misturam-se, ficando o coordenador do grupo na mesa, misturando-se os restantes participantes do grupo, por grupos com um questão idêntica. Nesse segundo momento, o coordenador apresentará os resultados obtidos e propõem que sejam discutidas as questões levantadas e sejam apresentadas ações concretas para os problemas. Durante 30’ o debate procurará criar um mind map do grupo.

Finalmente no terceiro momento, o grupo apresenta ao plenário as suas conclusões. O seu mind map. essas contribuições são os resultados dos trabalhos. ao coordenador caberá o papel de depurar as propostas semelhantes e das as inscrever na plataforma.

O web café tem como objetivo promover a participação cidadã e desenvolver conclusões práticas. Deverá ter-se em atenção que o ambiente de café deve ser descontraído, em volta da mesa, com disponibilidade de café ou chã. Deverá haver material para escrever e cartões de cores, Cada participante é incentivado a escrever e descrever o debate. As questões devem ser colocadas em texto.

em suma a metodologia desenvolve-se em três momentos:

  • debate (30′) Identificação – Resolução do problema
  • reformulação (30′) . O porta voz apresenta o problema e a sua solução. O grupo debate.
  • conclusões (30′) . o grupo escuta a voz de todos e up-load dos resultados (o compromisso)

No final os resultados são colocados on line em vários formatos. Filmes, fotos, textos.

O work shop – descrição

1. problema: pergunta

 

 

 

Debate com várias bibliotecárias e membros da universidade aberta:

A Europa desvendada, o desafio comum de  construir o futuro com ideias unificadores. Mensagens positivas. Procurar questões que nos unem. As pessoas devem escolher o futuro. Os políticos devem ser criativos. Estamos de fora da Política. Não sentimos que fazemos parte da Europa. Cabe-nos fazer alguma coisa pela europa. Fazer na nossa terra. O desafio é chegar aos vários públicos. O café deve ser adequado ao grupo de pessoas. As pessoas estão pouco habituadas a participar. As pessoas não estão habituadas a ir às bibliotecas.

Após esta discussão chega-se a uma fase prepositiva. que ações devem ser feitas.

respostasO grupo chegou a quatro propostas

  • chamar o público para o debate
  • ter uma visão positiva
  • procurar saber o que as pessoas pensam da europa

 

As propostas devem ser concretas. Devem proporcionar novas narrativas.

No segundo momento, o desafio de ler as propostas apresentadas a um grupo diferente. duas professoras de almada e Joaquim Jorge dos Museus.

Nova discussão: Procurar descobrir o que há de comum. A história do surf de Peniche como elemento que mostra o lugar. é necessário estar a atento ao lugar e ao que se passa à volta. Construir pontes. Convocar o passado a partir da leitura do presente. Construir o presente.

A mobilização das pessoas tem a ver com a atitude de quem faz. “Estarmos Atentas

No final devem ser salientadas as propostas concretas para ações. Essas são as formas de inscrever na plataforma.

A outra questão debatida pelos outros grupos foi “Que narrativas nos podem oferecer mutuamente a Razão e a Emoção de ser europeu ?

Os grupos debateram as questões dos valores base da Europa. A dignidade do ser humanos, os direitos humanos, a Democracia. As questões do individualismos que são exacerbadas pelo sistema emocional. A razão de ser europeu deverá articular-se com a comunidade e com as relevâncias culturais.