O problema do trágico na museologia

Na museologia estamos prisioneiros na coerência das narrativas.

Uma narrativa museológica tem que ser coerente. Temos (ou pelo menos deveríamos ter )  que enunciar uma questão para resolver. Uma “gota de sangue” como diz Mário Chagas, o a “musealização duma lágrima”, como diz Isabel Vitor. A essência da tragédia é o desafio à vontade dos Deuses. A superação da condição humana  pela posse da luz. Na museologia estamos convictos do poder da narrativa.

Esquecemos frequentemente que a tragédia se resolve pelo castigo divino, pelo regresso à ordem anterior pela vontade dos Deuses. Aristóteles, na sua Poética, detalha-se bastante sobre a tragédia.

Não sabemos se a comédia lhe mereceu igual destaque, já que os escritos que até nós chegaram são fragmentos. Desconhecemos se ampliou esses escritos. Mas ainda hoje estamos prisioneiros dessa relação trágica . Será possível uma museologia sem conclusão ?

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