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DIA/HORA BIBLIOTECA/CONTADOR

20/10/2014

Segunda-feira

Biblioteca Municipal de Beja- José Saramago

21/10/2014

Terça-feira

Local: Biblioteca Municipal de Serpa

Contador anfitrião: Miguel Bentes

Contador Visitante: BMBeja

22/10/2014

Quarta-feira

Local: Escola EB 2,3 Vila Nova de S. Bento

Contadora anfitriã: Isabel Pereira

Contador Visitante: Miguel Bentes

23/10/2014

Quinta-feira

Local: Biblioteca Municipal de Castro Verde

Contadora anfitriã: Ana Isabel Duarte

Contador Visitante: Isabel Pereira

24/10/2014

Sexta-feira

Local: Biblioteca Municipal de Almodôvar

Contadora anfitriã: Sulina Guerreiro

Contador Visitante: Ana Isabel Duarte

27/10/2014

Segunda-feira

Local: Biblioteca Municipal de S. Brás de Alportel – Dr. Estanco Louro

Contadora anfitriã: Maria José Carocinho

Contador Visitante: Sulina Guerreiro

28/10/2014

Terça-feira

Local: São Brás em Transição- S. Brás de Alportel

Contador anfitrião: Fernando Guerreiro

Contador Visitante: Maria José Carocinho

29/10/2014

Quarta-feira

Local: Associação de Saúde Mental do Algarve

– ASMAL- Loulé

Contadora anfitriã: Ana Paula Cardeira Horta

Contador Visitante: Fernando Guerreiro

30/10/2014

Quinta-feira

Local: Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes –…

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A arte em Moçambique: Entre a construção da Nação e o mundo sem fronteiras

aldacosta

Este livro da museóloga moçambicana Alda Costa intitulado “A Arte em Moçambique: entre a construção da nação e o mundo sem fronteiras : 1932 -20014” editado em 2013 pela editorial Verbo com a chancela da Babel, constitui a tese de doutoramento da autora, apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, em 2005. Em boa hora foi publicado, pois trata-se duma peça essencial para compreender o processo de formação do Museu de Arte de Maputo, que abriu ao público em maio de 1989.

A história do Museu Nacional de Arte que este livro documenta, apresenta uma relevante abordagem para compreender a problemática da construção da ideia da moçambicanidade. De algum modo a criação deste museu, nos anos oitenta corporiza os diferentes debates que de deram após a independência sobre aquilo a que poderemos considerar uma “narrativa sobre a arte nacional em Moçambique”.

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Museu de Arte em Maputo: fotografia do autor, 2012

Instalado num edifício num  zona central da cidade de Maputo Avenida, nas antigas instalações do Instituto Goeanao, da “Associação Indo-portuguesa”, um construção datada da década de 50 adaptado para este museu  com o objetivo de nele incluir a coleção de arte que vinha sendo reunida. Trata-se dum edifício rodeado por um jardim, onde sem ligação às atividades do museus, se encontra instalado alguns atelier de artistas macondes que trabalham esculturas em madeira, um antigo projeto da ONU para residencias de artistas.

Alda Costa dá conta de debates e movimentos que após a independência dão origem ao processo de colecionar objetos relevantes  para ilustrar uma narrativa estética que corporiza a ideia de moçambicanidade. Estética criada por moçambicanos.

O livro inicia-se com o debate sobre o objecto artístico e o conceito de exposição permanente. Prossegue a sua discussão sobre genealogia de alguns conceitos que marcam a problemática da história da arte africana. A questão da “arte primitiva”, a discussão sobre “arte/artesanato”, a questão da autenticidade do objecto artístico, a questão do valor do objeto artístico e as suas relações com o mercado, e finalmente discute a questão sobre arte moderna versus arte contemporânea.

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Luto de Mankel (1988). Pintura do MusArte – Maputo . Foto do autor 2012

Com esse campo teórico delimtiado, parte para uma viagem aos movimento estéticos da velha cidade colonial. Fala-nos dos movimento do Núcleo de Arte de Lourenço Marques, o modo como o Colonialismo se insinuou no movimento artístico e as questões da discussão sobre a identidade artística e as diversas formas de hibridação que se processam na cidade. Fala ainda da questão da emergência da africanidade na arte e da emergência do diversos movimento estéticos que chegam ao processo da independência.

A independência em 1975 e os anos que se lhe seguiram inauguram a narrativa sobre a questão da nova identidade nacional. O que é incluído e o que deverá ser rejeitado. É nesse contexto que a discussão sobre que tipo de museu se vai promover se irá situar. entre um museu de artesanato popular ou um museu de arte. A informação que aqui se apresenta é muito relevante, proveniente dum aturado trabalho de recolha de informação, mas igualmente duma intensa participação nos processos.

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Xibalo de Macucule (1976). MusArte – Maputo – foto do autor, 2012

Durante todo o processo de escrita presente-se que a observação é atenta e cuidada. Aqui e ali sente-se que é também uma experiência A constituição do que é relatada. Museu de  Arte culmina e concretiza um processo de formação duma narrativa identitária. Um processo que continua  com a procura de outros diálogos na busca da contemporaneidade. Neste livro seguimos a discussão sobre a arte em Moçambique. sobre o que foi acontecendo na cidade, o que o museu foi captando e do que foi acontecendo à margem do museu. Fala-nos das transformações dos pontos de encontros, das escolas que se formaram, das influencias que foram surgindo. Fala-nos de figuras relevantes, de Malagatana, Bertina Lopes, Alberto Chissano Macuculo, Chichorro, Matias Ntundo Naguib, Samate.

Trata-se dum livro que reúne informação relevante para entender o processo de internacionalização da arte em Moçambique. uma autora, também ele própria colecionadora exigente que permite múltiplas conexões como ficou demonstrado na exposição que fez em Maputo em Maio de 2014 e no pequeno núcleo de arte que reuniu na galeria de arte da Universidade Eduardo Mondlane.

Beeing digital

Conferência

Escaping the Great Divide: How actor-network theory, digital methods and network analysis can make us sensitive to the differences in the density of associations

Tommaso Venturini (MediaLab SciencesPo, Paris) 28 de outubro de 2014, 14h30, Sala 1, CES-Coimbra.

Conferência no âmbito dos Programas de Doutoramento CES (2º ano) em articulação com o projecto FCT “A importância de ser digital. Explorar as práticas académicas digitais e os métodos digitais”, coordenado por Chiara Carrozza.

Nota biográfica

Tommaso Venturini is ‘professeur associé’ and coordinator of the research activities at the Sciences Po Médialab (www.medialab.sciences-po.fr), which has as its scientific director Bruno Latour. Before taking up his position at the Sciences Po Médialab, Tommaso Venturini trained initially in sociology and media studies at the University of Bologna, and completed a PhD in Information Society at the University of Milano Bicocca and a post-doc in Sociology of Modernity at the Department of Philosophy and Communication of the University of Bologna. He was also visiting student at UCLA and visiting researcher at the CETCOPRA of Paris 1 Pantheon Sorbonne.

At Sciences Po, Venturini teaches Controversy Mapping, Digital Methods, Data Journalism and STS at graduate and undergraduate level, and has led several research projects. He is currently the leading scientist of the projects EMAPS (Electronic Maps To Assist Public Science) and MEDEA (Mapping Environmental DEbates on Adaptation) and WP leader In the project FORCCAST (FORmation par la Cartographie des Controverses à l’Analyse des Sciences et Techniques). Tommaso Venturini has also founded a web design agency and worked in several online communication projects.

Among his several publications he has published two influential review articles on exploring controversies with Actor-Network Theory, and on its representation with digital methods:

Venturini, T. (2010), “Diving in Magma: How to Explore Controversies with Actor-Network Theory”, Public Understanding of Science, 20:4 Venturini, T. (2012), “Building on Faults: How to Represent Controversies with Digital Methods”, Public Understanding of Science, 21:7

Tommaso Venturini will be at CES, in collaboration with the exploratory project “The Importance of Being Digital: Exploring digital scholarship and digital methods”, funded by FCT, and coordinated by Chiara Carrozza.

Na próxima semana apareça e partilhe palavras connosco …

palavrasandarilhas

” Limpo-palavras.

Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.”

(MAGALHÃES, Á. (2000). O Limpa-Palavras e Outros Poemas. Porto: Edições ASA)

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Segunda-feira

Biblioteca Municipal de Beja- José Saramago

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Local: Biblioteca Municipal de Serpa

Contador anfitrião: Miguel Bentes

Contador Visitante: BMBeja

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Quarta-feira

Local: Escola EB 2,3 Vila Nova de S. Bento

Contadora anfitriã: Isabel Pereira

Contador Visitante: Miguel Bentes

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23/10/2014

Quinta-feira

Local: Biblioteca Municipal de Castro Verde

Contadora anfitriã: Ana Isabel Duarte

Contador Visitante: Isabel Pereira

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24/10/2014

Sexta-feira

Local: Biblioteca Municipal de Almodôvar

Contadora anfitriã: Sulina Guerreiro

Contador Visitante: Ana Isabel Duarte

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O Erro e a correção do erro

“Se não receio o erro é porque estou sempre disposto a corrigi-lo”

Esta frase, de Bento de Jesus Caraça (1901-1948) matemático,  está inscrita nas paredes do Edifício homónimo da rua do Instituto Superior de Economia e Gestão.

Ele representa um simultâneo à ação e à reflexão dos seus resultados.

A ciência constrói-se com ação. é necessário ousar agir, olhar para os seus resultados para melhor o que for necessário corrigir.